Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais
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Os Comandos Anfíbios (COMANF) são uma força de elite do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil.[1] Eles congregam os fuzileiros navais especificamente preparados para realização de operações especiais. Trata-se do Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais, conhecido como Batalhão Tonelero, cujos membros são ainda mais exigidos nos termos de recrutamento, instrução e adestramento. Índice[esconder] |
[editar] Batalhão Tonelero
O Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais, conhecido como Batalhão Tonelero,[2] foi criado em 1971, baseado no Rio de Janeiro, e tem a finalidade principal de, por meio da execução de operações especiais, contribuir para o preparo e a execução do poder naval, efetuando ações de reconhecimento e de comandos.[3][4] Sob sua responsabilidade, está a função de ministrar cursos e estágios voltados ao seu efetivo. A unidade é estruturada em Companhia de Comando e Serviços, Companhia de Reconhecimento Terrestre, Companhia de Reconhecimento Anfíbio, duas Companhias de Ações de Comandos e o Grupo Especial de Retomada e Resgate (GERR),[5] que tem como missão resgatar militares ou autoridades civis mantidos em confinamento ilegal, busca e resgate de pilotos abatidos em zona de combate, e retomada de instalações de interesse da Marinha, trabalhando em conjunto com os Mergulhadores de Combate (GRUMEC), que se encarregam das ações em ambiente aquático, enquanto o Tonelero atua predominantemente em ações terrestres.[editar] Formação operacional
Para Oficiais, Sargentos e Cabos aprovados no curso de habilitação para promoção a Sargento, é ministrado o Curso Especial de Comandos Anfíbios (CESCOMANF), com duração de 22 semanas, que abrange as disciplinas de técnicas de infiltração; patrulha; explosivos; socorrismo avançado; combate em áreas urbanas; combate corpo-a-corpo; montanhismo; técnicas de sobrevivência no mar e em terra; dentre outras, além de capacitação e adestramento para operar em regiões ribeirinhas e no Pantanal, em montanha e clima frio, em regiões semi-áridas, selva e área urbana. Depois de formados, esses combatentes recebem um brevê representado por uma caveira atravessada por um raio, símbolo que os destaca entre os demais fuzileiros navais.Para Cabos não estabilizados e Soldados é ministrado o Estágio de Qualificação Técnico Especial de Operações Especiais, com duração de seis semanas, chamado de "Comanfinho". Esse estágio visa a padronização das Ações de Comandos Anfíbios e Operações Especiais, formando os auxiliares dos COMANF, que são adestrados de maneira muito parecida.
Depois de formados, eles farão parte das Companhias Operativas (1º Cia Recon / 2º Cia de Ações de Comandos / GERR), e terão a oportunidade de se aprimorar tecnicamente por meio de outros estágios e cursos, como: Estágio Básico de Paraquedista Militar; Curso de Auxiliar de Precursor Paraquedista; Curso de Auxiliar de DOMPSA; Curso Expedito de Salto Livre; Curso Expedito de Mergulho Autônomo e Estágio Básico de Combatente de Montanha.
[editar] Especialização
O adestramento dos COMANF prevê anualmente, exercícios em várias regiões do Brasil,[6][7] buscando o aperfeiçoamento de suas técnicas de combate e a capacitação para operar em diferentes ambientes e climas.No Exército Brasileiro realizam diversos cursos e estágios que complementam a formação como o Curso Básico de Paraquedista Militar, Curso de Precursor Paraquedista, Curso de DOMPSA, Curso de Guerra na Selva, Estágio de Operações na Caatinga, Estágio de Operações no Pantanal, entre outros. Na própria unidade realizam o Curso Expedito de Salto Livre (CEXSAL) e o Curso Expedito de Mergulho Autônomo (C-EXP-MAUT).
Alguns militares são designados para estagiarem no exterior, especializando-se em cursos como o "All Arms Commando Course"(Royal Marines), "Comando de Operaciones Especiales"(Marina/Espanha), "Rangers"(US Army) e "Anphibious Reconnaisance Course"(US Marine Corps).
[editar] Principais tipos de armamentos utilizados
| Nome | Origem | Tipo |
|---|---|---|
| Glock 19 | Pistola | |
| Heckler & Koch USP | Pistola | |
| Heckler & Koch MP5 | Submetralhadora | |
| Heckler & Koch G36C | Fuzil de assalto | |
| Colt M4 | Fuzil de assalto | |
| Franchi SPAS-15 | Espingarda | |
| Benelli | Espingarda | |
| FN Minimi | Metralhadora | |
| Barrett | Rifle de precisão | |
| Heckler & Koch PSG1 | Espingarda de precisão | |
| Taurus PT92 | Pistola | |
| M24 Sniper Weapon System | Rifle de precisão | |
| FN FAL | Fuzil de assalto | |
| M-16 A2 | Fuzil de assalto |
[editar] Emprego
Os elementos do Batalhão Tonelero podem constituir uma Força-Tarefa, quando forem o mais alto escalão de execução de uma determinada operação, ou um Grupo-Tarefa, quando estiverem envolvidos em uma força de maior vulto.Notas
- ↑ Decreto que reorganizou as Forças Navais, Aeronavais e de Fuzileiros Navais - Senado Federal (1976).
- ↑ Batalhão Tonelero (Brasil) - Military Power
- ↑ Reportagem TV Record (parte 1) - Batalhão Tonelero Marinha do Brasil.
- ↑ Reportagem TV Record (parte 2) - Batalhão Tonelero Marinha do Brasil.
- ↑ [1]
- ↑ Campo de Instrução de Formosa - Base Militar (web magazine)
- ↑ Exercício Incursex 06 - Base Militar (web magazine)
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
- Página oficial da Marinha do Brasil
- Página oficial do Exército Brasileiro
- Página oficial da Brigada de Operações Especiais






Acima A eficiência da roupa de camuflagem (Ghilie Suit) utilizada pelos caçadores (snipers) do EB na Amazônia é demonstrada nesta foto (Foto: CIGS).



